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Mercado de trigo no Sul mantém preços sustentados

Do lado da oferta, os vendedores permanecem cautelosos


Do lado da oferta, os vendedores permanecem cautelosos Do lado da oferta, os vendedores permanecem cautelosos - Foto: Divulgação

O mercado de trigo no Sul do país apresenta comportamento distinto entre os estados, mas com um ponto comum: a sustentação dos preços diante de um equilíbrio apertado entre oferta e demanda. No Rio Grande do Sul, a análise é da TF Agroeconômica, que aponta um cenário de firmeza sustentado por fundamentos estruturais e pela possível falta de matéria-prima ao longo do ano.

Nos últimos 30 dias, os preços no estado gaúcho saíram de um fundo próximo de R$ 1.020 por tonelada e avançaram para a faixa de R$ 1.045 a R$ 1.050, em um movimento de recuperação consistente, ainda que sem aumento expressivo de volume. A leitura técnica indica a formação de um piso mais elevado, reflexo da menor agressividade dos vendedores e da absorção da oferta disponível. A demanda dos moinhos segue ativa, embora deslocada no tempo, com compras maiores sendo direcionadas para fevereiro e março, enquanto janeiro ainda acomoda volumes mais pontuais.

Do lado da oferta, os vendedores permanecem cautelosos, com atenção voltada à safra de milho e menor necessidade imediata de liquidez. A exportação segue como alternativa relevante, funcionando como piso para o mercado interno. Com cerca de 65% da safra já comprometida, o balanço aponta déficit estimado de mais de 500 mil toneladas para atender a moagem no estado, o que aumenta a dependência de trigo de fora e reforça a expectativa de pressão altista no segundo semestre. Os leilões de PEPRO ajudaram a destravar vendas, mas reduziram a disponibilidade futura.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado, com poucos negócios e divergência entre preços pedidos e ofertados, enquanto os moinhos operam com embarques de lotes já comprados. No Paraná, os preços mostram acomodação após queda, com o mercado testando suportes sem sinal de nova tendência de baixa. A ausência de vendedores e o desalinhamento de prazos mantêm a liquidez reduzida, mas a percepção é de esgotamento do movimento de baixa, com expectativa de recomposição gradual a partir de fevereiro.
 

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